HISTÓRIA

Ressurgimento das cinzas

Para Geraldo Magela Tavares, o Tupi sempre ressurge das cinzas, como aquela ave, a Fênix. De fato, o ano de 2001 começava para o Galo com o sentimen-to de esperança e sonho, como todo início de semestre. A torcida do clube, que já vinha aflita há algum tempo pela dificuldade do retorno do time à primeira divisão de Minas, esperava que a situação pudesse ter um final feliz. 

A iniciativa do Tupi para 2001 foi a chamada política “pés no chão”, mesmo porque o clube passava por um péssimo momento financeiro, o que forçou o Galo a encarar aquela dura realidade de maneira natural, o que deixou os torcedores o tan-to quanto desconfiados com o futuro do time. A ideia da diretoria era mesclar a “prata da casa”, como são chamados os atletas formados no clube, com alguns atletas vindos de fora, especialmente da região próxima a Juiz de Fora. Para o comando técnico da equipe fora escolhido Welington Fajardo, ex-goleiro do Cruzeiro.


O Campeonato Mineiro do módulo II daquele ano transcorreu tranquilo. O Tupi fez uma campanha honrosa, e perdeu somente uma partida no torneio, para o Nacional de Uberaba e seguiu a passos largos para grande final. A decisão do campeonato aconteceu no dia 31 de agosto de 2001, no Estádio Mário Helênio, quando o Tupi, para um público de aproximadamente 20 mil pessoas, conseguiu vencer o América de Alfenas por 3 a 1 com gols de André Luiz de cabeça, Alírio Júnior em uma bela cobrança de falta e o artilheiro Wesley de cabeça. O Tupi conquistava o título de campeão mineiro do módulo II e retornava depois de seis anos para a primeira divisão do estadual. 

O retorno à primeira divisão no ano de 2002 não foi bem o que os torcedores carijós esperavam. Aqueles que aguardavam ansiosos os confrontos contra Cruzeiro e Atlético se decepcionaram. Naquela época tinham sido criados torneios regionais pelo país, como os torneios Rio-São Paulo e a Copa Sul-Minas, o que enfraqueceu os campeonatos estaduais. 


No ano de 2002, os clubes Atlético Mineiro, Cruzeiro, América Mineiro e o Mamoré não disputaram o Campeonato Mineiro, em função da Copa Sul-Minas, desta forma, o campeonato estadual só contou com oito equipes, Caldense, Ipatinga, Villa Nova, Tupi, Rio Branco, URT, Nacional de Uberaba e o Uberlândia. O Galo naquele ano disputou quatorze partidas, tendo vencido cinco, empatando seis e perdendo três jogos. Com este desempenho irregular, a equipe Carijó acabou ficando com o quarto lugar e a Caldense de Poços de Caldas se tornou a Campeã Mineira de 2002.


No ano de 2003, o Campeonato Mineiro retorna aos seus moldes tradicionais com a presença de todos os principais times da elite do Estado, enfim o torcedor do Tupi poderia reviver os velhos tempos, quando a equipe Carijó enfrentava os times da capital. Naquele ano, o clube juiz-forano fechava uma parceria com o Grupo de Supermercados Bretas, uma parceria promissora, a oportunidade que o Tupi há anos esperava para finalmente se tornar uma grande força no Estado.


O contrato assinado inicialmente previa uma parceria de cinco anos com investimentos no time profissional e nas categorias de base, além da construção de um centro de treinamento para o clube. O processo começou muito bem, o novo investidor montou uma boa equipe, que tinha no ex-jogador do São Paulo e da Seleção Brasileira Müller o grande destaque. Com um bom time e uma boa perspectiva no campeonato, o Tupi começou a construir bons resultados, a torcida comparecia em bom número ao estádio, o clube tinha uma das melhores médias de público no campeonato. 


Nem mesmo a contusão da estrela do time, Müller, logo na terceira partida da equipe no campeonato, que tirou o jogador de quase todo o certame, desanimou o Galo que, no fim, alcançou o quarto lugar, ficando atrás somente do campeão Cruzeiro, que naquele ano ganhou tudo, inclusive o Campeonato Brasileiro, do Atlético e do América, sendo proclamado então o Campeão do Interior e assegurando vaga para a Série C do Brasileiro e para Copa do Brasil de 2004, lembrando que naquele ano de 2003, o Campeonato Mineiro foi disputado por pontos corridos. O Tupi em doze jogos, venceu cinco, empatou cinco e perdeu duas partidas, uma jus-tamente para o Cruzeiro e a outra para o Ipatinga.


Ainda no ano de 2003, o Tupi disputaria a Série C do Campeonato Brasileiro, e faria um bom papel, chegando até as quartas de final do torneio, passando por times como o Americano de Campos, por exemplo, sendo eliminado pelo Bragantino, de Bragança Paulista.


Entretanto, o que seria somente o primeiro ano, dos cinco acordados, tornou-se o único, ou seja, a expectativa criada em torno do Grupo Bretas durou somente um ano, e o sonho do torcedor Carijó de tempos melhores se tornava pesadelo. Após o término do primeiro ano de contrato, o Grupo Bretas decidiu encerrar o acordo e abandonou o projeto Tupi.

Após a repentina saída do Grupo Bretas, o Tupi Foot Ball Club teve que passar por uma reestruturação no seu departamento de futebol, porém os resultados não seriam os mais satisfatórios, exatamente no ano que o clube disputaria pela primeira vez na sua história a Copa do Brasil.


Com um elenco renovado, porém enfraquecido, o Tupi até começou bem o campeonato vencendo as três primeiras partidas, porém, a “saga carijó” parou por aí, e os momentos subsequentes seriam aterrorizantes. Nos oito jogos seguintes a equipe não venceu nenhuma partida o que culminou no rebaixamento do Tupi para segunda divisão de Minas.


Naquele mesmo ano de 2004, o Tupi, pela primeira vez na sua história, disputaria a Copa do Brasil, que teve a sua primeira edição em 1989 e que é disputada no sistema de “mata-mata”, quer dizer, os times são divididos em chaves e se confrontam em duas partidas, cada jogo um clube como o mandante, o que conseguir o maior número de pontos passa para a fase seguinte. 


O Tupi estreou eliminando o Bangu, o que credenciou o clube a se classificar para segunda fase, quando enfrentaria nada mais, nada menos, que o Clube de Regatas do Flamengo.


Contra o Flamengo, o Tupi teve o seu melhor momento de divulgação, em nível nacional, desde 1997 quando o clube chegou às finais do Campeonato Brasileiro da série C. O primeiro jogo deste histórico confronto, para os juiz-foranos principalmente, foi disputado em Juiz de Fora, no estádio Mário Helênio. Aquela partida foi transmitida ao vivo pela TV Globo para todo o país, e o Tupi pôde se apresentar, e bem, para o público nacional, pois apesar da derrota por 3 a 2, a equipe jogou bem e “deu trabalho” ao Flamengo, time que viria a ser o Campeão Carioca naquele ano e vice da Copa do Brasil. Um dos jogadores do Galo na época que mais lucraram com aquela partida, foi o atacante Denílson, autor dos dois gols do Tupi, já que ele acertaria um contrato para jogar no Vasco da Gama meses depois.


No jogo de volta, disputado no estádio Giulite Coutinho, em Mesquita, o Flamengo goleou o Tupi por 4 a 0 e seguiu adiante no torneio, enquanto o Tupi se despedia melancolicamente. O clube ainda disputaria no segundo semestre a Taça Minas e o Campeonato Brasileiro da série C, mas sem nenhum êxito.


O ano de 2004 se resumiria a estas frustrações, especialmente ao rebaixamento para o Módulo II do Campeonato Mineiro. De volta ao módulo II de Minas, desestruturado, sem patrocinador e sem motivação, todos os pesadelos, os sofrimentos e a desconfiança de tempos passados também estavam de volta ao clube, e o ano de 2005 acabou sendo um dos piores anos da história recente do clube. 


O Tupi naquele ano não conseguiu sequer se classificar para a segunda fase do Campeonato Mineiro, sendo eliminado precocemente do torneio, ficando em quarto lugar num grupo que tinha além do Tupi, o Social, o Democrata de Governador Valadares, o Rio Branco, o Atlético de Três Corações e o Olympic de Barbacena, onde se classificavam três times para próxima fase. O ano de 2005 terminou de maneira muito negativa para o Galo.


Em seguida começou o projeto “100% Tupi Juiz de Fora”, a primeira tentativa de se terceirizar o futebol do clube, que já era um acordo firmado no final de 2005, com o intuito de manter as esperanças para o próximo ano. O idealizador do projeto foi o fisioterapeuta Marco Aurélio Saggioro Del Papa, mais conhecido como “18”. Ele, que era um empresário muito ligado ao clube, idealizou este projeto e o coordenou para ser gerido pela Associação Desportiva de Juiz de Fora (ADJF), através de um contrato de dois anos. 


A partir desse momento, o projeto passou a ganhar novos aliados, do poder público até a iniciativa privada. O primeiro passo foi conseguir uma granja na entrada do bairro Grama, lugar que seria preparado para a equipe treinar e concentrar. A ideia do projeto, que teve inicialmente apoio do prefeito Alberto Bejani, era de conseguir apoio e gerar riquezas dentro da cidade de Juiz de Fora. A ideia também era cumprir um papel social dentro da comunidade juiz-forana, procurando estruturar escolinhas já existentes nos bairros da cidade, formando núcleos do clube. O projeto nomeou Geraldo Magela Tavares como coordenador geral.


Os recursos esperados inicialmente como meta eram em torno de oitenta mil reais mensais, sendo que a prefeitura disponibilizava, na época, em torno de onze mil reais. O restante do valor seria obtido através de patrocinadores. O prefeito Alberto Bejani tentou na época, junto à Câmara, um aumento da verba de onze para vinte mil mensais, porém a Câmara não aprovou o projeto. A ideia de gerenciar o Tupi como uma empresa estava no papel e os objetivos eram grandiosos, inclusive um deles de levar o Tupi à Série B do Campeonato Brasileiro, mas ainda faltava se tornar realidade perante aos olhos do torcedor.


Inscrito para participar do Campeonato Mineiro do Módulo II, o clube corria contra o tempo para montar um time. Foram feitas até peneiras para seleção de jogadores. Porém bastou somente um mês para o sonho se tornar pesadelo. Ainda no mês de fevereiro de 2006 a crise se estendeu, o projeto não obteve o êxito esperado, e o Galo, que estava às vésperas do início da competição, não contava com apoio, nem dinheiro e mal tinha um elenco formado. 
Com o iminente fim do futebol do clube naquele ano, uma empresa do Setor de Comunicação da cidade, a OP.Com, Organização Panorama de Comunicação, representada pelo empresário Omar Resende Peres, decidiu assumir a administração do futebol do clube e deu um novo ânimo ao Galo naquele momento. A primeira iniciativa foi inscrever os jogadores na Federação a tempo do time poder estrear, estreia que estava marcada para o dia 8 de fevereiro, contra o Juventus de Minas Novas, na casa do adversário.


O clube nas mãos do empresário Omar Peres passou a ter uma gestão mais profissional. Através dessa estrutura gerencial, o time se reestruturou, dentro e fora de campo. A nova direção providenciou a escolha de um Centro de Treinamento, onde a equipe pudesse treinar, se concentrar, ou seja, se preparar de maneira adequada para a disputa do torneio, esse Centro de Treinamento foi chamado de “Ninho do carijó”.


Com uma boa base montada fora de campo, agora era preciso tornar forte a equipe dentro de campo, para isso, junto da equipe de administradores, formados por Antônio Braga e Marcelo Peres, juntou-se ao projeto o ex-jogador do São Paulo, do Napoli e da Seleção Brasileira, Alemão, que, com a sua experiência como empresário de futebol, pôde ajudar de maneira significativa na formação do elenco Carijó, indicando vários jogadores.


Assim, o grupo do Tupi foi se estruturando, e para o comando técnico desta equipe foi contratado José Luiz Peixoto, mais conhecido como Zé Luiz, ex-goleiro do Tupi e de diversas outras equipes do país e um homem muito identificado com as cores do Galo. Mesmo Zé Luiz sendo inexperiente como treinador, a confiança em seu trabalho era grande e também nos jogadores, sendo que alguns deles eram formados no próprio clube.


Com o departamento de futebol organizado, inclusive com a aquisição de vários equipamentos modernos de fisioterapia e ginástica para uma melhor preparação física, que ficou a cargo de quatro professores da Universidade Federal de Juiz de Fora, Marcelo de Oliveira Matta, Flávio Lúcio Lamas, Maurício Gattas Bara Filho e Paulo Henrique Rodrigues de Andrade. Com um bom grupo de atletas e uma boa comissão técnica, além do apoio do torcedor, o Tupi conquistou dentro de campo importantes vitórias que o levaram a brigar pelo título do Módulo II de 2006.


No dia 28 de maio de 2006, um milagre aconteceu a favor do Tupi, e enfim o seu destino teria um final feliz. O Tupi enfrentaria naquele dia o Juventus de Minas Novas, no Estádio Mário Helênio, pela última rodada do Campeonato Mineiro do Módulo II daquele ano. O Galo para se classificar, precisaria vencer o seu jogo por dois gols de diferença e ainda torcer para que o Uberaba ao menos empatasse, jogando em casa diante do já eliminado Valério, e uma vitória do já classificado Rio Branco diante do Mamoré em Patos de Minas. A torcida carijó estava desconfiada e com poucas esperanças, pois seria muito difícil que os três resultados pretendidos pelo Tupi dessem certo, tanto que apenas 1.557 pagantes foram ao Mário Helênio naquela tarde de domingo.


O Tupi fazia a sua parte em campo, jogando um bom futebol; a equipe venceu o Juventus por 3 a 1, com gols de Felipe Suriani, Leandro Guerreiro e do atacante Allan, com isso a equipe faria os dois gols de vantagem que seriam importantes para a luta pela vaga.  As coisas começaram a melhorar, quando o Rio Branco batia o Mamoré por 2 a 0 em Patos de Minas, selando a sua classificação e levando o título do Módulo II. Restava a partida entre Uberaba e Valério, que seguia 0 a 0 no Estádio do Uberabão, com um público de quase 20 mil pessoas apoiando o Uberaba, que precisava de uma vitória simples para conseguir o acesso, enquanto o Tupi “rezava”, literalmente, para que aquele empate permanecesse.


Ao término do jogo do Tupi em Juiz de Fora, a partida entre Uberaba e Valério ainda estava acontecendo, com alguns minutos ainda para terminar, mais precisamente 11 minutos. O Valério, que já estava eliminado, segurava um empate heroico e sofria uma grande pressão, mas nada do gol do Uberaba sair. Em Juiz de Fora, ainda no gramado do Estádio Mário Helênio, jogadores, dirigentes e comissão técnica oravam no meio de campo, unidos, aguardando amargurados o fim da partida de Uberaba. 


Nas arquibancadas, os torcedores incrédulos não arrastavam o pé, outros tantos acompanhavam pelo rádio aqueles agonizantes minutos finais do Uberabão, pois a Rádio Panorama que transmitia a partida, ao final do jogo do Tupi, entrou em cadeia com uma rádio de Uberaba, assim todos puderam acompanhar os momentos finais do jogo.


Quando o locutor da rádio de Uberaba anunciou o fim da partida, as lágrimas nos olhos dos carijós já não eram mais de angústia, mas sim de alegria pelo milagre da classificação. Os resultados que muitos achavam improváveis, aconteceram, e o Tupi, enfim, conseguiu retornar para a primeira divisão de Minas, o clube ficou empatado com o Uberaba em número de pontos, porém terminou com um gol de saldo a mais que o time do Triângulo Mineiro. Esse talvez tenha sido um dos momentos mais marcantes do Tupi, com muito sofrimento, sentimento esse que sempre marcou a história do Galo Carijó. 

No segundo semestre de 2006, o Tupi partia para a disputa da Taça Minas Gerais, que dava uma vaga ao campeão para a Copa do Brasil de 2007. Algumas mudanças no elenco foram inevitáveis e para o comando técnico foi contratado o experiente José Maria Pena. O regulamento previa que todos os times, entre eles Tupi, Villa Nova, Uberaba, Democrata de Sete Lagoas, Uberaba, Caldense, Uberlândia, América Mineiro e Unitri, se enfrentassem em turno e returno na primeira fase, e os quatro classificados passariam para semifinal e, posteriormente, para a decisão do torneio.


Depois de um início irregular, que culminou na demissão de José Maria Pena e na efetivação no comando técnico de Joel Martins, a equipe até se recuperou do início ruim, mas os resultados foram insuficientes para levar o Galo às semifinais. O Villa Nova seria o campeão da Taça Minas aquele ano.


Entretanto, o que mais marcou o Tupi neste período, e acabou entrando para a história, foi a contratação feita pelo clube, através da empresa que administrava o time, do craque Romário. A contratação do jogador, que na época vinha de uma temporada nos Estados Unidos, foi bombástica, não só para Juiz de Fora, mas para todo o Brasil. A contratação do “Baixinho”  colocou o Tupi e a cidade de Juiz de Fora nos principais noticiários do país e até do mundo, em jornais principalmente da Espanha, onde Romário é muito respeitado. O Tupi neste período foi notícia nos prin-cipais veículos de comunicação do país, e ficou em evidência no período em que o jogador esteve na cidade, quem não conhecia o clube, a partir daí passou a conhecer. O responsável por essa contratação, o empresário Omar Peres, fala que tinha esperanças de ver o atleta em campo, mas somente o marketing feito em cima da vinda do Romário à Juiz de Fora rendeu vários benefícios.

 

Romário chegou a se apresentar com a camisa do Tupi, veio a Juiz de Fora, treinou, se disponibilizou a jogar, mas fora impedido por problemas burocráticos que envolviam seu contrato, pois como ele já tinha assinado com duas equipes naquele ano, o Vasco e o Miami dos Estados Unidos, ele seria, consequentemente, impedido de assinar um terceiro contrato, o que acabou com as esperanças dos torcedores carijós de ver o Romário em campo com a camisa do Tupi. De qualquer forma, a sua contratação acabou sendo uma boa promoção para o clube, que ficou em evi-dência por um bom tempo na mídia nacional e internacional. Entretanto, a imagem do clube acabou também sendo um pouco arranhada, pelo fato de ter sido motivo de “chacota” por parte de alguns jornalistas, principalmente de Belo Horizonte, debochando do clube por não ter conseguido colocar o jogador em campo. 


Os frutos colhidos no ano de 2006 foram positivos, principalmente em fun-ção do retorno do Tupi à primeira divisão do futebol mineiro. Para o ano de 2007, foi mantida a empresa administradora do futebol do clube, a Organização Panorama de Comunicação, e a intenção, com o Galo na primeira divisão, era de montar uma es-trutura ainda melhor, para que o time pudesse conquistar resultados ainda mais evidentes, como estar entre os melhores de Minas Gerais.


Para que o sucesso fosse alcançado, o primeiro passo foi renovar o contrato dos principais jogadores do time, além da contratação de mais atletas, que pudessem estar enriquecendo o elenco do Galo. Neste momento, o diretor técnico do clube, o ex-jogador Alemão, tinha grande autonomia na contratação dos jogadores, se valendo da sua experiência como empresário de futebol. Para o comando técnico foi contratado Tita, ex-craque do Flamengo, Vasco e Seleção Brasileira.


  Com uma estrutura já montada, desde o ano de 2006, o clube precisou apenas renovar o elenco e a comissão técnica, e o objetivo era colocar o Tupi nas semifinais do campeonato daquele ano. O torneio era disputado por doze equipes, além do Tupi, disputariam Cruzeiro, Atlético Mineiro, Democrata de Governador Valadares, Villa Nova, Rio Branco, Ipatinga, Democrata de Sete Lagoas, Ituiutaba, Guarani de Divinópolis, Caldense e América Mineiro. O regulamento previa que todos os times se enfrentassem em turno único e os quatro melhores na fase de classificação passassem para as semifinais, que seriam disputadas em dois jogos no sistema de mata-mata, e os dois melhores deste confronto fariam a grande final.


O Tupi aquele ano fez uma bela campanha e, depois de vinte anos, disputaria uma semifinal de Campeonato Mineiro e o adversário seria o Cruzeiro, primeiro colocado na fase de colocação. O Tupi acabaria a primeira fase em quarto, porém empatados no número de pontos com Atlético e Democrata de Governador Valadares, mas perdendo no saldo de gols. Contudo, o objetivo tinha sido alcançado, nas semifinais o Tupi acabaria eliminado pelo Cruzeiro.


Apesar da bela campanha do clube no Campeonato Mineiro, alcançando o quarto lugar e uma das vagas para o Campeonato Brasileiro da Série C, alguns acontecimentos extra campo, como a retaliação de alguns jogadores contra a direção do clube, vésperas da segunda partida da semifinal contra o Cruzeiro, mancharam um pouco os feitos daquela equipe e o futuro do clube novamente tornou-se duvidoso, a partir do momento em que o empresário Omar Resende Peres divulgou publicamente, ao vivo, pela Rádio Panorama, logo após a derrota para o Cruzeiro, que não seguiria mais à frente do futebol do Tupi e que todos os jogadores que fizeram parte do elenco no Campeonato estadual estariam demitidos.


Mesmo com um desfecho inesperado, Omar Peres deixa o Tupi satisfeito com o trabalho desenvolvido, mostrando que os resultados em campo foram satisfatórios.

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 


 

Tupi campeão mineiro do Módulo II em 2001

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Romário vestiu a camisa do Tupi

mas não jogou